domingo, 8 de novembro de 2015




MYANMAR(Burma)



Myanmar, antiga Birmânia, é um destino tão polêmico quanto belo. Os diversos povos que o formam sempre viveram às turras com seus vizinhos indianos, chineses e tailandeses, até serem dominados pelos britânicos, em um período de colonização que foi do século 19 até o fim da II Grande Guerra. Fragmentado pela gangorra política, hoje quem dá as cartas é uma junta militar. Como resultado de um embargo internacional, o país mergulhou no isolamento, com uma economia claudicante. A infraestrutura em geral é precária, com hotéis, transportes e restaurantes ora sem produtos básicos, ora sofrendo com apagões ou falta de manutenção.

Para quem, no entanto, resolve visitá-lo, as recompensas são muitas. Yangon, a antiga capital, guarda a monumentalidade do pagode Shwedagonpaya, o símbolo nacional e maior tributo à fé dominante, o budismo. Por séculos Mandalay foi o bastião da cultura birmanesa, com seu grandioso palácio e a grandiosidade do pagode Kuthodaw. A vida às margens do Lago Inle lhe arremessará a um modo de vida há muito desaparecido, enquanto que Bagan, às margens do rio Ayeyarwady, ostenta centenas de estupas – a maioria pequenas e simples, mas muitas outras grandes e ricamente ornamentadas –, formando uma paisagem arrebatadora e única.

Ao contrário de seus vizinhos Índia e Tailândia, a gastronomia local é surpreendentemente insossa. Não há nada pujante ou cativante, muito por conta do desabastecimento e importações limitadas. Você certamente não passará fome, quase sempre pagará preços razoáveis, e quem sabe ficar fã da culinária birmanesa.

Muitas ONGs em prol da democracia no país recomendam não visitar o país como uma forma de pressionar o governo – e a indústria turística largamente dominada pelo Estado. No entanto, visitar o país também é muito saudável. O viajante conhece um país e uma cultura ímpares e ao mesmo tempo obtém um melhor ponto de vista sobre o cenário político local. Viajando responsavelmente, o turista também contribui também para a renda de muitas famílias, seja através de pousadas, guias, artesãos, restaurantes ou donos de barcos. No final, entrar em contato com as pessoas é a melhor lembrança que você pode trazer do país.




Um País que nunca iras esquecer….

então??

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